O Monumento aos Combatentes do Ultramar foi inaugurado a 23 de agosto de 1992, sendo o projeto da autoria do arquiteto Victor Ramos, que cedeu o seu trabalho sem qualquer custo. A execução ficou a cargo de uma comissão executiva, com o apoio da Junta de Freguesia de A dos Cunhados e da Câmara Municipal de Torres Vedras.
A comissão integrou vários antigos combatentes, entre os quais Manuel Santos Jorge (Moçambique), Adriano Miguel Moreira (Timor), Victor Manuel Vitorino (Angola), Luís Manuel de Assis (Guiné), José Marias (Angola), Francisco Joaquim Vitorino (Guiné), José Augusto Crispim, Ernesto Domingos Sarreira, António Custódio dos Santos (Angola), Luís Filipe Ricardo (Angola) e Adelino José.
A cerimónia inaugural foi presidida pelo Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, General Soares Carneiro, contando ainda com a presença de diversas entidades militares e civis, nomeadamente o 2.º Comandante da Região Militar de Lisboa, Brigadeiro Carreiro Barbosa, o Presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Dr. José Augusto de Carvalho, e o Presidente da Direção Central da Liga dos Combatentes, General Altino Magalhães.
Este monumento evoca os treze anos da Guerra Colonial (1961–1974), período marcado por sacrifício, esperança e perda. É um espaço de homenagem aos que participaram no conflito, perpetuando a memória e o reconhecimento público.
“O soldado português lutou quando era preciso lutar, e amou quando era possível amar.”